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Histórias ROSE

Transformação digital na contabilidade: entramos na era da contabilidade colaborativa

Transformação digital na contabilidade - Evento ROSE AS

O que mudou nos últimos anos no setor dos serviços de contabilidade? O trabalho, a burocracia, a necessidade de maior flexibilidade e mobilidade são, certamente, os fatores que fazem repensar os modelos atuais de trabalho entre contabilistas e empresários. A necessidade da transformação digital na contabilidade é, hoje, mais evidente do que nunca.

E a resposta está na contabilidade colaborativa: a aposta uma dinâmica que valoriza a flexibilidade, a mobilidade e a colaboração na forma como as empresas e os contabilistas interagem. Este foi o tema do evento “Contabilidade Colaborativa: produtividade e rentabilidade”, promovido pela PRIMAVERA BSS, onde foi debatida a forma como a contabilidade colaborativa, aliada a boas práticas de gestão, permite atingir estes objetivos.

Novos perfis de empresários e a necessidade de mudança

Foram, certamente, os últimos dois anos que impulsionaram a transformação digital na contabilidade e o aparecimento de novos perfis de empresários: as novas gerações de gestores têm novos sonhos, são mais digitais, têm maiores ambições e querem construir negócios para o mundo com a grande ajuda da tecnologia. Mas como responder às novas necessidades?

Com os escritórios de contabilidade ainda muito pouco digitais e flexíveis, com rotinas diárias envolvidas em papelada, espera constante pelos documentos dos clientes para poderem fazer lançamentos e fechar processos – sem mencionar os lançamentos manuais e os pedidos de informação que não param de chegar –, é inegável a necessidade da transformação digital na contabilidade.

“A pandemia veio acelerar o processo [de transformação], e há ainda muitas áreas que precisam desta disrupção.”

– Rui Carvalho, Coverflex.

Contabilidade Colaborativa: produtividade e rentabilidade

A transformação do setor dos serviços de contabilidade: o primeiro passa pela contabilidade colaborativa

Não é nada mais, nada menos, do que uma nova forma de trabalho, na qual contabilista e empresário trabalham em maior colaboração. Mas como?

Foi a transformação digital (e a partilha de um único sistema de informação – ou a conectividade entre sistemas) que abriu caminho para que processos iniciados pelo empresário possam ser terminados pelo contabilista, para a eliminação do trabalho duplicado e para uma partilha total de informação.

Estes são os principais ingredientes que fazem da contabilidade colaborativa um modelo que promove a transparência e a partilha e aumenta a eficiência, tanto dos escritórios de contabilidade, como dos empresários.

“Uma forte partilha de informação entre os intervenientes do processo impulsiona um aumento significativo da produtividade. A rapidez aumenta, assim como a celeridade do processo contabilístico e a colaboração entre as partes”

– Cláudia Gomes, Valorfin.

E a receita para esta transformação digital na contabilidade?

Além de uma clara aposta numa dinâmica mais colaborativa, é necessária a adoção de uma plataforma cloud que coloque toda esta mudança de processos em prática. Uma plataforma partilhada entre contabilistas e empresários que promove o trabalho em conjunto e na mesma fonte de informação, que elimina as restrições de local, hora e dispositivo e que impulsiona uma completa desmaterialização do papel e digitalização dos processos, permitindo que ambas as partes possam trabalhar quando quiserem e em simultâneo, mesmo distantes uns dos outros.

“Novas dinâmicas de negócio implicam novas soluções. Se todos trabalharmos numa mesma plataforma vamos conseguir chegar a mais clientes. Da parte dos contabilistas, temos de ter aptidão para mudar”

– Marco Costa, UWU.

São estas soluções que permitem chegar a mais clientes, com menos esforço, e aumentar a criação de valor através de ferramentas extra de análise de informação e apoio à decisão. Mas, para tal, é preciso vontade e aptidão para mudar a mentalidade e a forma de trabalhar.

“A criação de valor não se faz arrumando papéis, lançando documentos e pedindo copias e segundas vias. A criação de valor faz-se retirando esta parte administrativa do processo e focando no que o cliente necessita”

– Marco Costa, UWU.

A Contabilidade Colaborativa e o contabilista do futuro

O contabilista como consultor de negócio

Tudo isto potencia um novo papel do contabilista: um profissional que assume uma posição de consultoria e apoio à gestão das empresas dos seus clientes. Só assim é possível entregar o máximo valor nos serviços que presta.

“Estamos cada vez mais à procura de um serviço de apoio à gestão, linhas de financiamento, estrutura de capital. Precisamos desse papel no dia-a-dia, é isso que esperamos de um escritório de contabilidade”

– Rui Carvalho, Coverflex.

A verdade é que no mundo complexo e concorrencial em que vivemos, os empresários sentem cada vez mais a necessidade de aceder a informações em tempo real que ajudem a tomar as melhores decisões de negócio.

Por isso, se pensarmos no contabilista do futuro, quais seriam as suas características? O apoio à gestão está no topo da lista de prioridades, não só para aumentar a criação de valor, como para assegurar a rentabilidade do seu escritório de contabilidade.

“Há muitas empresas que têm a figura do contabilista porque são obrigadas. Noutras, a relação começa a ser diferente: já veem os contabilistas como uma mais-valia. O contabilista tem de ser um parceiro válido na tomada de decisões do empresário e não continuar a trabalhar com serviços mínimos e a cumprir prazos e obrigações fiscais”

– Cláudia Gomes, Valorfin.

O caminho para a rentabilidade dos escritórios de contabilidade

Definir uma estratégia para o escritório de contabilidade é saber onde não se posicionar. Quem o defende é José Dionísio, Co-CEO da PRIMAVERA BSS, que terminou o debate sobre Contabilidade Colaborativa a defender que a rentabilidade dos escritórios de contabilidade se conquista com a definição de nichos estratégicos.

“Quando queremos definir uma estratégia é mais fácil perguntar ‘onde é que não quero estar?’. É importante definir qual é o campo de jogo, quais são as linhas e onde é que não queremos jogar”,

José Dionísio, Co-CEO da PRIMAVERA.

O futuro passa, certamente, pela especialização. E o desafio – e grande vantagem competitiva – é saber o que vai acontecer no futuro. Como? Através da aposta em tecnologia de forecast que, aproveitando a grande quantidade de dados da empresa, ofereça análises de gestão e insights de negócio sobre o que vai acontecer e o que pode ser melhorado.

Quer isto dizer que as empresas sabem onde podem apostar ou onde devem investir, tendo em conta as análises previsionais que o contabilista passará a conseguir sem esforço. Ou seja, o foco está no aconselhamento de negócio e gestão, sempre com menos burocracia.

Apenas com o acesso às mais disruptivas ferramentas inteligentes é possível inovar e oferecer um serviço com o máximo valor acrescentado, porque “as profissões só acabam para aqueles contabilistas que acharem que podem ficar a fazer tudo como antigamente”.

É hora de aproveitar as oportunidades que têm surgido na área dos serviços de contabilidade. Se não teve oportunidade de assistir ao nosso evento sobre a contabilidade colaborativa, pode fazê-lo agora.

Contabilidade Colaborativa: produtividade e rentabilidade

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